quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eu e os Media - Valentina

Os Media entraram na minha vida tardiamente pois em minha casa não havia jornais nem televisão.
Os jornais só começaram a fazer parte da minha vida na adolescência, já tinha 17 anos e ainda assim não foi com o intuito de ler as noticias mas sim de procurar emprego.
Comprava o jornal pela manhã,  neste caso era o Correio da Manhã porque era o jornal que tinha o que eu procurava pois tinha imensas ofertas de emprego. Havia outra parte do jornal que me despertava interesse, a parte do horóscopo, mas era por mera curiosidade.
No que diz respeito às revistas, estas entraram mais ou menos na mesma altura devido às novelas e foi a minha irmã que me influenciou mais pois ela fazia questão de comprar de vez em quando a revista “Maria” que era a única que se lia lá em casa .
Hoje em dia o jornal já está mais presente na minha vida, mas não tenho o hábito de comprá-lo. Por norma leio aqueles de entrega gratuita, o Destak , O Metro etc…No entanto quando vou a um lugar público que tenha jornais dou sempre uma vista de olhos pelas letras gordas e pelo horóscopo.
A rádio entrou na minha vida mais cedo do que o jornal. A minha mãe ligava-o todos os dias pela manhâ por isso eu acordava sempre ao som da rádio, não para ouvir música mas para ouvir noticias. Neste caso o interesse não era tanto meu mas sim da minha mãe .
    Na rádio ouvia somente dois programas “os Parodiantes” e “Quando o telefone toca “ e, às vezes ouvia um pouco de música,
Hoje em dia só oiço rádio no carro pela manhã no trajecto do trabalho para estar a par do trânsito.
Inicialmente, como não tínhamos televisão em casa, eu e as minhas irmãs íamos a casa de uma vizinha para ver os desenhos animados. Quando finalmente tivemos televisão em casa além dos desenhos animados víamos e série “Fama” que era uma série cheia de dança e música  e também programas de música. Isto foi nos anos 80 já não me lembro das novelas desta época mas sei que não as perdíamos.
A internet é algo que entrou na minha vida muito recentemente mas não me desperta grande interesse. Por norma uso-a  para pesquisar trabalho da escola ou verificar o meu email, não tenho facebook nem costumo viajar muito na net. Para mim a internet é só utilizada para o essencial.  


Valentina Soares 2ºAL

Eu e os Media - Ilda

REVISTAS:

Quanto às Revistas sempre foram a minha paixão desde a adolescência. Não tanto pela leitura mas por causa da moda. A Burda mostrava modelos com o último grito da moda e também trazia os moldes para se poder costurar, o que era muito interessante para as modistas.
JORNAIS:


Não tenho recordação nenhuma dos jornais terem feito parte da minha infância.

Só na fase adulta os comprei, não muitas vezes, quando era para me informar de alguma notícia que achava ser importante.

Ainda hoje raramente compro jornais.


Outra Revista que também algumas vezes comprei era a Maria, por causa da curiosidade das histórias dos namorados que pediam conselhos e também pelas receitas de culinária.

Também comprava a Hola! para saber a vida de Rafael, Júlio Iglésias, Isabel Pantoja, os meus cantores preferidos na época.

RÁDIO

Lembro-me muito bem na adolescência de ter o hábito de ouvir o rádio porque achava muito interessante ouvir o programa dos Discos Pedidos. Também gostava de ouvir as anedotas dos Comediantes. Na altura a rádio tinha mais importância do que tem hoje porque ainda não havia televisão.

Hoje em dia ouço rádio para ouvir música. O meu canal preferido é a Rádio Record.

TELEVISÃO

O primeiro programa de televisão que me lembro foi a Escrava Isaura e a Gabriela, Cravo e Canela que vi em Moçambique. Hoje em dia vejo muita televisão. Vejo noticiários, novelas e tenho o hábito de ver a série C.S.I..

INTERNET

A Internet só chegou à minha vida muito recentemente, a partir do momento que regressei à escola. Já tinha praticado para comunicar por email com a minha família que está dispersa em Moçambique, Espanha e Inglaterra. Hoje comunico por Skype e faço pesquisas. Tenho um portátil do e-escolas que me permite fazer estas habilidades.

                                                     ILDA SAMUEL, 2º AL

domingo, 3 de abril de 2011

Eu os Media





     Nasci no ano de 1965, numa época em que imperava em Portugal a censura imposta pelo anterior regime que viria a ser deposto com o 25 de Abril de 1974. Como nasci e vivi numa aldeia do litoral situado no concelho de Pombal a minha relação com os Media na época era diminuta vindo a aumentar com o passar dos anos. Vivia numa aldeia um pouco isolada, longe dos centros urbanos e eu e a minha família tínhamos poucas possibilidades de nos deslocarmos pois o poder económico era pouco e viviam-se tempos difíceis.

A grande alteração deu-se quando mudei de residência vindo habitar na zona de Lisboa, com outro acesso aos Meios de Comunicação Social.

Jornais

    Na época em que nasci existiam em Portugal jornais que hoje foram extintos como, por exemplo, “o Século”, “O Comércio do Porto”, “A Capital” etc., outros ainda resistem ao passar dos anos como é o caso do “Diário de Noticias”, mas eu pouco acesso tinha a eles.

O meu contacto com os jornais aconteceu sobretudo quando estive emigrada na Alemanha no final dos anos 80, através da assinatura de um jornal regional existente na zona de Pombal de seu nome “O Eco”.  Hoje leio poucos jornais apesar de ter mais possibilidades de o fazer.

Rádio

De todos os meios de comunicação social disponíveis a rádio foi desde sempre aquele com quem  mantive mais contacto enquanto eu arrumava a casa à minha mãe.

Era o tempo dos “Parodiantes de Lisboa”, do “Discos Pedidos”, e das rádios novelas que eu gostava muito de ouvir enquanto trabalhava. Era uma companhia quase indispensável. Com a rádio tínhamos conhecimento do que se passava em Portugal e no mundo, como no período da guerra colonial e durante a revolução de 1974, pois era o único meio de comunicação que tínhamos ao nosso dispor naquela época.

Televisão

     A televisão chegou anos mais tarde e foi a grande novidade para a época, ainda a preto e branco. O meu pai era emigrante na Alemanha e trouxe um aparelho de lá, por isso fomos dos primeiros a possuir televisão. A nossa casa era o local de encontro de pessoas da terra que não tinham televisão. Era o tempo das telenovelas Brasileiras, dos programas de divertimento como por exemplo a “Cornélia”, o “Zip Zip” e o “Festival da Eurovisão”. Toda a aldeia parava para acompanhar os episódios e os programas.

Hoje a televisão já é uma rotina porque com a chegada dos canais privados e, mais tarde, com os canais por cabo, o difícil é escolher, o que não significa que muitas vezes não exista a falta de qualidade e de isenção de muitos canais.

Internet

    Foi a última revolução do século passado. Permite-nos ligar ao Mundo inteiro e termos conhecimento do que nos rodeia em tempo real. Permite que o mundo seja visto como uma aldeia global.

A chegada das redes sociais permite alterar o rumo da história, basta ter como exemplo o que recentemente se passa no Médio Oriente e Norte de África. Foi graças às redes sociais que todo este movimento se desencadeou.

Actualmente a Internet para mim tem muita utilidade, utilizo-a essencialmente para pesquisas, para comunicar com outras pessoas, ouvir musica, ver vídeos, etc.
Piedade Jesus Santos

quinta-feira, 31 de março de 2011

Os Media na minha vida - Ana Catarina

         Quando era mais pequena o Media que mais me influenciou  foi sem dúvida a televisão, começando pelos desenhos animados. Não perdia nenhum, Navegantes da Lua, X-men, Drangon Ball. Também não perdia por nada as séries e novelas que assistia com os meus pais depois de jantar. Lembro-me do Mini Chuva de Estrelas. Hoje quando estou em casa sozinha, ligo a televisão mais para fazer companhia, mas há momentos em que vejo documentários no Discovery ou no canal BBC. Quando chego da escola e enquanto como alguma coisa, ainda vejo a novela Laços de Sangue.
          A Rádio esteve presente na minha infância durante as férias de verão passadas no terreno do meu pai, em Setúbal. Como não havia electricidade, eu passava as tardes no carro a ouvir a Rádio Cidade e a Rádio Romântica. Hoje em dia só ouço Rádio quando estou no carro e o meu namorado quer ouvir o relato da bola, porque quando sou eu a conduzir prefiro ouvir as músicas em CDs ou MP3.
          Relativamente à imprensa as minhas recordações mais antigas são as revistas que a minha mãe comprava, a Maria, a  Ana. Na altura lia muito pouco e ainda hoje não leio muito.
         Quanto à Internet comecei a utilizá-la na escola, para fazer trabalhos. Tive o meu primeiro computador com Internet aos 15 anos e aí comecei a utilizar com mais frequência para falar com os meus amigos e pesquisar coisas do meu interesse como músicas, blogs, jogos etc... Hoje em dia utilizo para o mesmo fim, mas com menos regularidade.


Ana Ribeiro,  2º AL




Eu e os Media

Jornal



Quando era adolescente o meu vizinho que trabalhava na RTP dava-me revistas para ler que trazia lá do trabalho. Numa dessas revistas fiquei a saber quem era a Marylin Monroe e, mais tarde, vi-a em filmes na TV. Hoje em dia quando vou no metro costumo ler o jornal oferecido.



Rádio



A rádio fez e faz parte da minha vida. Quando era criança acordava ao som dessa caixinha de sons que vinha do quarto dos meus pais. O meu pai gostava de ouvir as notícias, música, os fados, principalmente os fados da inesquecível Amália Rodrigues. No meu dia-a-dia continuo a acordar com essa caixinha. A rádio faz parte de mim, quando entro no carro a primeira coisa que faço é ligar o carro e o rádio. A minha estação preferida é a m80 passa boa música dos anos 70, 80, 90 e as notícias.



TV


Quando era pequena lembro-me de ver na TV um programa dos animais em casa do meu tio. Foi aí que vi um macaco pela primeira vez numa quarta-feira. Gostei muito de ver a novela Dona Xepa, toda a família assistia e parecia que estávamos em reunião silenciosa, só se escutava o som que saía da TV.

Fiz o 5º e 6º ano através da telescola. Na adolescência seguia as séries Verão Azul e Dallas. No meu dia-a-dia costumo ver as notícias, programas de animais e música.

Internet



É um mundo que gosto de explorar e que nos explora porque é viciante.

É um meio de comunicar com quem está longe e perto. Sempre que tenho tempo livre vou para a Internet. É através deste meio que falo com a minha família na Bolívia, com a minha irmã, sobrinhos e primos em França e com os amigos e colegas. Estando longe através deste meio a distância fica mais curta. Através da Internet faço consultas, pesquisas, conhecemos outras pessoas e fazem-se novas amizades.

A. Ferreira

2º AE

quarta-feira, 30 de março de 2011

Eu e os Media - Anita

Jornal não é uma coisa que goste de ler porque acho que não desperta o meu interesse e também não ligo muito.

Com a rádio é diferente. Quando era mais nova costumava ouvir músicas africanas, histórias, noticiários. Depois, com o tempo, acabei por me interessar pelo MP3.

A televisão marcou-me muito porque faz mais parte da minha vida. Gosto dos programas: Ídolos, Achas que sabes dançar? Uma canção para ti, O melhor do Brasil, Tudo é possível, Programa do Gugu, Desenhos animados etc.

A Internet também faz parte da minha vida porque é o local mais fácil para encontrar as informações que quisermos como, por exemplo, fazer pesquisas para os trabalhos da escola. Também podemos fazer novas amizades, falar com os amigos no MSN, no hi5, no Facebook. Costumo passar o meu tempo livre na Internet.

Anita Conde, 2ºAE

Eu e os Media

Jornais


Os jornais não tiveram muita influência na minha vida, porque os meus pais não sabiam ler. Onde vivia havia um café que todos os dias comprava um jornal para que os clientes pudessem ler e foi assim que eu soube da existência de jornais.



Rádio

A rádio na minha vida começou quando eu era adolescente e ouvia as músicas na rádio Orbital no programa Discos Pedidos. Pensava no meu amor fosse ele correspondido ou não. Quando comecei a namorar com aquele que viria a ser o meu futuro marido, ouvíamos a mesma música mas em sítios diferentes. Eu estava em casa, ele andava na carrinha da firma a fazer distribuição e enquanto ele não chegava a minha casa para estarmos juntos sintonizávamo-nos na mesma rádio e na mesma música. O que nós gostávamos era de ouvir a rádios juntos. Quando casámos passávamos vários momentos juntos a ouvir alguns CDS dos nossos cantores preferidos. A música que nos marcou foi a do cantor Bryan Adams com a música “ Everything i do i do it for you”. Hoje em dia gosto de ouvir música em casa, no carro, em qualquer sitio que se torne possível. A música ou me põe muito alegre e bem-disposta, ou me leva para a melancolia. Tudo depende do meu estado de espírito. Acho que a minha vida sem música era como se fosse uma vida sem sol.


Televisão

Quando era criança tenho memória de programas de televisão que me marcaram como o 123, a telenovela Gabriela Cravo e Canela; Tieta do Agreste e Laços de Família. Hoje quase não vejo televisão e quando posso vejo algumas noticias e às vezes alguns programas da manhã. Quando chego a casa por volta da meia-noite ainda consigo ver o fim. Quando não tenho sono ainda vejo uma série policial para adormecer. Hoje em dia passo muito tempo sem ver televisão.


Internet


A internet para mim é um pouco confusa. Sei fazer algumas coisas, mas estou longe de a dominar. Para mim navegar na internet é só para ver os mails e para os trabalhos da escola. De longe a longe é que falo no messanger com uma amiga. O pouco que sei aprendi com os meus colegas e é a minha filha de 14 anos que muito sem paciência lá me vai resolvendo os problemas.


Anabela José 2ºAE

Março 2011

Mass Media Marlon

Vêm-me à memória os tempos de férias em que eu era baixinho e olhava o meu avô de baixo para cima. Lembro-me que ele, com os seus óculos e olhar pitosga, lia o jornal como se aquele pedaço de papel lhe segredasse conhecimentos do mundo pois isso reflectia-se na sua cara.
                Eu mal sabia falar nesta altura, quanto mais ler! Para mim o jornal era, somente, imagens feias e decoradas com letras em seu redor, o que me fez voltar a atenção para a minha amiga televisão. Ainda que ela não me ouvisse, contava-me histórias, como por exemplo a Sakura Card Capture,  Saint Tail, Fushigi no Yuugi, Koshi Kame, Doraemon, Pigmalio (Canal Panda) Dragon Ball/Z/GT, Evagelion, Noir, Lain, Golden Boy (Sic/Radical) etc, mostrou-me mil e uma cores, conhecimentos, culturas e lugares. A minha infância passou-se maioritariamente em redor deste meio de comunicação.
                Ao passar para a escola o tempo de televisão foi-me encurtado. Sempre que me levantava, preparava-me para a escola e partia no carro do meu avô. Este, para seu prazer, clicava num botão no meio do carro. Este aparelho sorria-me com as suas luzes numéricas, falava e cantava para mim. Ouvia as músicas da época e os comentaristas da rádio fazer jogos, concursos e passatempos com o pessoal que telefonava para lá ou até só connosco, o seu público.
                Cresci e mudei-me! Três dos meus novos colegas, comentavam e declaravam fazer o impossível ou até mesmo o impensável. Referiam-se, claro, ao misterioso programa de PC de última geração que fazia rodar os jogos das velhas e novas consolas de jogos no computador com ou sem cassestes/CD’s! Mas como conseguiram eles tal programa? Isso não parecia ser uma coisa que se pudesse comprar numa loja ou algo do género, como conseguiram tal proeza?
Então eles apresentaram-me ao seu grandioso mass media, a Internet. Marlon Gerson, o viciado em Canal Panda e televisão morreu e renasceu dos céus da exploração, a vasta exploração em massa a Internet.
Ainda hoje estou atado pelos laços deste grande Karma. Diariamente viajo pela Internet em busca de boas novas do Japão, e das suas séries de Anime e Manga diárias e semanais, lançadas em revistas ou nas diversas antenas de transmissões japonesas como, por exemplo, a TV-TÓKIO que todos os dias lança um episódio de uma nova série de Anime, durante a semana (repetindo-se pelo restante mês até que esta atinja a programação inicialmente prevista). No caso de Manga, uma vez que não posso ir até ao Japão ou encomendar a revista semanal da Shounen Jump (conhecida por SJ), chega-me a mim por meio da internet, passando por inúmeros fãs que traduzem os capítulos semanais ou mensais (dependendo da revista e do autor da série), semanalmente para Inglês/Espanhol/Português-Brasil e agora, recentemente também para Português ainda que me quede pelas Edições Inglesas de fãs  pois são mais fiáveis. 

Text by:Marlon Gerson - 2ºAE
Image by: photomanips-club (DA)

Eu e os Media


JORNAL- O jornal na minha vida apareceu quando eu era pequena, por volta dos meus 10 anos. Foi na Suíça que comecei a ler jornais que se podiam comprar nas papelarias ou em caixas distribuidoras que estavam espalhadas pelas ruas onde se metia o dinheiro para poder tirar o jornal.


Comecei a consultar os jornais naquela altura para obter a revista com a programação semanal e com os resumos das séries que davam na televisão. Hoje quando tenho um pouco de tempo gosto de ler o jornal, pois gosto de estar informada sobre o que se passa em Portugal e no mundo.


RÁDIO- Eu era muito pequena quando a minha avó me levava para o campo com uma telefonia a pilhas atrás. Ouvíamos as notícias e as músicas daquela época. A rádio tem sido uma presença diária na minha vida pois não consigo viver sem ela. Está sempre presente e para onde quer que eu vá tenho que ouvir a rádio pois é a minha companhia, muitas vezes é o que me faz sonhar.
Gosto de ouvir a M80 pois passa muitas músicas da minha adolescência que me marcaram muito e quando as ouço hoje fazem-me lembrar muitas coisas boas.



TELEVISÃO- A televisão tem sido sem dúvida, a presença mais notória na minha vida. Ainda me lembro da televisão a preto e branco. As séries que melhor recordo são o Dallas,Tthe Young and the restless, Santa Barbara e os desenhos animados da Dorothée. Estes programas foram todos vistos na Suíça onde vivi alguns anos.

Em Portugal gosto de ver novelas e séries de investigação criminal. Mesmo que não esteja a olhar para a televisão tenho que e a ter ligada, tenho que sentir que estou acompanhada. É por isso que considero a televisão uma das melhores invenções de sempre.



INTERNET- Até há 1 ano atrás eu vivia bem sem Internet, até ter vindo estudar à noite. Como necessitava de ter Internet para a realização de trabalhos fui-me habituando a ela. Hoje não consigo viver sem Internet. Todos os dias vou ver o meu e-mail, vou ao Facebook, arranjei novos amigos e converso com pessoas de norte a sul do país.

Faço pesquisas de temas, vou a o Google e num minuto obtenho a resposta sem ter de ir procurar em várias fontes onde demoraria horas infinitas a encontrar o que precisava. Com a internet é tudo mais fácil.

Susana Cardoso 2º AE







Eu e os Media

                                                            Jornal/Imprensa



O Jornal sempre fez parte da minha vida. Comecei por ler o Diário de Noticias, mais tarde, durante muitos anos li todos os dias o Correio da Manhã. A firma para a qual eu trabalhava importava mercadoria de diversos países. Antes da existência do euro era necessário converter a moeda do país de origem da mercadoria para o nosso saudoso escudo, por isso a firma comprava todos os dias o jornal para verificar os câmbios que vinham publicados numa página existente no Correio da Manhã e assim surgiu em mim uma espécie de vício, ao ponto de eu sentir a necessidade de ir para o trabalho uma hora mais cedo todos os dias para ter tempo de ler o jornal de uma ponta à outra. No final fazia a Sopa de Letras e tentava preencher as palavras cruzadas, embora sentisse um pouco mais de dificuldade. Depois surgiram os jornais gratuitos como: o Metro, o Destaque, a Dica, entre outros. Lia tudo, os anúncios, as crónicas, os comentários e as notícias propriamente ditas. Hoje só leio praticamente os jornais gratuitos, o dinheiro é pouco e essa leitura que antes para mim era praticamente um vício, vai perdendo o interesse aos poucos.


                                                                 A Rádio



A Rádio teve alguma importância na minha vida. Quando eu era adolescente gostava de ouvir os Parodiantes de Lisboa e uma novela que não me recordo do nome. Também gostava de ouvir os discos pedidos pelas madrinhas de guerra para oferecerem aos soldados que se encontravam no Ultramar e muito em especial, gostava de ouvir os jogos de hóquei em patins. Nessa altura, a equipa portuguesa era das melhores que existiam, metia aos vinte e trinta golos em cada jogo, era um espectáculo que eu imaginava só de ouvir, cada vez que o comentador gritava um golo eu enchia-me de orgulho por ser portuguesa. Fiquei de tal maneira empolgada com o hóquei em patins que quando o meu filho começou a andar eu comprei-lhe uns patins. Mais tarde quando ele tinha sete anos inscrevi-o num clube onde ele praticou a modalidade até os dezasseis anos.

Ainda sobre a rádio, tenho uma história que agora acho engraçada, mas fez-me andar intrigada durante alguns anos. Quando eu era bem pequena, aí entre seis e os doze anos, pelo menos uma vez por semana o meu pai e mais alguns homens da aldeia dirigiam-se para a serra! Eu ouvia uns murmurinhos que eles iam ouvir notícias no rádio, rádio esse que eu tentava ver mas nunca consegui, pois quem o levava escondia-o muito bem. Mais tarde quando se deu o vinte e cinco de Abril de 1974 é que fiquei a saber a verdade. Os homens da minha aldeia iam pela calada da noite ouvir as notícias políticas do meu País que uma rádio pirata clandestina na cidade de Chaves transmitia e punha as pessoas interessadas ao corrente da situação. Nessa altura o País vivia na ditadura de Salazar onde era proibido as pessoas reunirem-se e falar fosse de que assunto fosse e os conteúdos das notícias eram censurados.

Hoje não tenho o hábito de ouvir rádio nem tenho nenhum em casa.



                                                                 A Televisão


Com a televisão eu tenho outro tipo de afinidade, até porque eu sou mais velha. Quando começaram as primeiras transmissões em Portugal, tinha eu quatro anos e, desde logo, comecei a marcar território para conseguir espreitá-la, pois era considerada um fenómeno e poucas eram as pessoas que tinham posses para comprar um aparelho. Na altura, pelo menos na minha aldeia, ter dinheiro para comprar comida já era quase um luxo.

A televisão foi muito bem-vinda, apesar de ter entrado na minha vida de uma maneira atribulada. O meu pai nunca mais se despachava a comprar um aparelho e só duas ou três pessoas da Aldeia a tinham. Uma dessas pessoas era a minha tia que por azar meu também era minha professora. Eu conhecia-a muito bem e sabia que ela nunca ia permitir que eu visse televisão na sala dela, não queria que lhe sujasse as alcatifas, era o que ela dizia, mas, na verdade, ela não queria mesmo era partilhar a caixa mágica com as outras pessoas, nem mesmo as da própria família. Eu, na altura, não compreendia aquela teimosia e fazia de tudo para conseguir ver qualquer coisinha. Por baixo das janelas da sala da minha tia havia uns arbustos que faziam um muro e tinham precisamente a altura que me permitia chegar à dita janela. Um dia estava eu muito bem sentada no muro dos arbustos e tão bem que me sentia, que nem dei pela presença do meu pai que me apanhou em flagrante depois de tanto me ter prevenido que não queria que eu fizesse aquilo. Fui engolida pelos arbustos e depois de uma grande luta com os galhos lá consegui sair dali para fora. Fiquei com as pernas todas arranhadas e cheias de sangue mas não me serviu de emenda, sempre que podia subia para os arbustos para ver televisão.

Ao longo da minha vida sempre vi televisão, uns dias mais, outros menos, nem todos os assuntos me prendem e não deixo de fazer o que tiver que fazer para ver televisão. Vejo as notícias, algumas novelas, concursos, não gosto de todos os géneros de filmes, gosto, sobretudo de séries. Até tenho uma história rocambolesca a propósito de uma série que eu gostei muito, O Santo, eu não o perdia por nada. Um certo dia quando estava para começar mais um episódio faltou a luz, fiquei especada em frente à televisão na esperança de que quando a electricidade regressasse eu ainda conseguisse ver alguma coisa. Ainda por cima estava sozinha pois o então meu marido logo que ficámos às escuras, resolveu ir comprar tabaco e só regressou a casa quando o episódio acabou. Nas semanas seguintes aconteceu precisamente a mesma coisa. Como cada vez que a luz faltava, eu ficava sempre só, comecei a ficar com a pulga atrás da orelha e na semana seguinte resolvi ficar à coca para tentar resolver o mistério. Faltava pouco tempo para o SANTO começar quando vi o meu ex. a encaminhar-se para a zona do contador da electricidade e apanhei-o a desligar o cantador. Questionei-o com a situação e ele negou durante algum tempo mas acabou por confessar que não aguentava estar a ver um filme estando eu constantemente a elogiar o homem, que até não era nada de especial, segundo ele claro. Foi por essas e por outras que o casamento acabou.

Reconheço que a televisão é uma janela aberta para o mundo e que todos nós crescemos e alargamos os conhecimentos. Uma coisa que me marcou bastante foi a transmissão em directo do 11 de Setembro nos E. U. A.



                                                                A Internet


A internet entrou na minha vida somente há mais ou menos 2 anos e meio, altura que eu resolvi voltar a estudar. Tenho uma ideia de como a Internet funciona e já me consigo desenvencilhar bastante bem

A Internet, logo a seguir à invenção da imprensa, tem sido considerada a mais importante invenção. Essencialmente a Internet serve para:
• Partilhar informação
• Trocar e exprimir ideias e opiniões
• Comunicar com o Mundo
A Internet facilita a criação, educação e distribuição de conteúdos. Pode aceder-se e enviar grandes quantidades de informação. A Internet é como uma grande revista na qual há informação sobre qualquer tema. Esta riqueza de informação é boa porque nos permite aceder a um amplo leque de materiais sem que tenhamos de nos deslocar para os encontrar. É uma grande rede, sem fronteiras geográficas e permite que saibamos o que se passa em além fronteiras.

A Internet oferece-nos a possibilidade de trocar informação, notícias, experiências de todo o tipo com gente de todas as partes do Mundo.

O acesso à rede a partir de casa, é cada vez mais facilitado, bem como a partir da escola. Também existem cada vez mais lugares públicos onde o acesso à Internet é gratuito, como por exemplo as bibliotecas.


Célia Silva  2º. AE

domingo, 27 de março de 2011

A minha infância

Somos cinco irmãos, três meninas e dois rapazes e vivíamos em Angola naquela altura.

     Eu era a mais nova, recordo-me de algumas coisas da minha infância. Segundo a minha mãe me contou,  nasci com 3.800kg, era uma criança saudável e forte e todos gostavam de mim. O tempo foi passando e cresci vendo os meus pais saindo de casa para irem trabalhar enquanto nós ficávamos com a minha avó. Ela tinha o hábito de contar muitas histórias e carregar-nos no seu colo, quando tinhamos sono. O meu irmão mais velho nunca obedecia à minha avó. Logo que os meus pais saíam ele também saía para brincar com os seus amigos fora de casa. Aprendi muitas coisas com a minha avó. Aos seis anos frequentei uma creche, onde tinha também os meus amiguinhos. O meu pai tinha um carro verde de marca Ford, com cinco portas. Muito mais tarde o meu pai teve um comércio (loja e café) onde ele vendia muitos artigos e eu gostava de saborear tudo o que o meu pai vendia. Quando era a vez da minha mãe não havia nada para ninguém!
    Aos nove anos já era um pouco mais crescida via o meu pai escutar rádio, que nunca saía da cabeceira da sua cama. Estava sempre a par das notícias sobre Angola, Savimbi e Agostinho Neto, lamentando que Agostinho Neto não quisesse sair do poder para dar o lugar ao outro líder. Recordo andar pelas ruas à noite com os meus familiares assim que acabávamos de jantar. Gostava daquelas luzes que transformavam as nossas vestes, descendo as barrocas, descalços e a minha mãe berrando connosco: "Vocês já estão todos limpos e vão se sujar de novo!", e o meu pai dizendo: "Joana, deixa os meninos brincarem à vontade" e minha mãe respondendo: "Pois é, não és tu que lhes dás o banho à noite", e o meu pai gozando com ela.

Um belo dia fomos todos ao cinema no Kipaca, uma das casas de cinema do bairro, à sessão das 15h.

No regresso a casa um grupo de polícias com armas pediu ao meu pai para mostrar os documentos do carro. Todos ficámos com medo e a tremer e o meu pai dizendo: "Tenham calma, o carro está todo legalizado". Em seguida pediram dinheiro ao meu pai, e o meu pai deu-lhe tudo que tinha na carteira.

A partir daquele dia, parámos de sair à noite.

Vanda Ramos 2ºAE




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Diario : Serra da Estrela,12de Dezembro de 2008

       Já estou há uma semana na Serra da Estrela,  na zona de Gouveia (Beira Alta) num exercicio militar, treinando técnicas de sobrevivência para enfrentar as condições adversas deste tipo de local .
Estamos no nono dia a descansar das actividades militares e estamos exaustos. É de noite e está a nevar, a temperatura está bem abaixo de zero, estou no acampamento dentro da tenda no saco-cama. À minha volta estão os camaradas da minha equipa completamente enregelados pois nao há saco-cama que aguente este frio.
De repente somos confrontados com uma operacao surpresa. Uma equipa inimiga está a atacar-nos e vamos ter de nos defender.
Ouvimos tiros e tivemos de sair em retirada, como manda o protocolo, levando conosco todo o equipamento mais importante. Tivemos que correr até um abrigo e escondermo-nos a toda  a velocidade sem sermos identificados, no meio da escuridão, à neve e ao frio e sem conhecer bem o terreno.
Lá  nos conseguimos abrigar num ponto estrátegico de cobertura e esperámos contacto via radio com instruções, o que só aconteceu de manhã, através de uma mensagem em morse.

Ainda passámos mais um dia na montanha, a utilizar os conhecimentos sobre sobrevivência ainda frescos, que tínhamos adquiridos dias anteriores.
Foi uma experiência que me marcou na minha vida pela positiva e pela negativa, pois passei fome, frio e desconforto. Por outro lado aprendi com esta vivência a dar valor à minha cama,a tomar banho com água quente, pequenas coisas do dia-a-dia às quais não ligamos mas  que são muitos importantes para nos quando precisamos delas e nao as temos .=)

                                                                                                                 Tiago Tavares Jerónimo 1BE

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Luanda-Lisboa 23 de Novembro de 2010

Amigo diário, hoje tenho muita coisa para conversar.
Hoje o dia nasceu com o mesmo sorriso e, mais uma vez, a cidade desperta para a festa do dia-dia.
Como todos os dias, pensei eu que o meu dia seria normal e que, como sempre, depois da escola iria para casa. Mas recebi uma noticia que não esperava, meu pai falou comigo, e disse que depois iria telefonar para dizer em que pé ficou a marcação da viagem.
       Só que hoje eu tenho exame na escola e não sei como  fazer para estar preparado para a viagem. Tive que dar um jeito e comecei a fazer os preparativos para a viagem.
       Sem mais demora, telefonou-me e orientou-me para o encontrar no aeroporto. Só que infelizmente eu não sabia onde ficava então tive que telefonar para um amigo que conhecia, e juntos fomos para lá.
       Assim que chegamos, fiquei assustado porque eu não conhecia os procedimentos. Assim que entrei e avistei o avião, corri para lá entrar mas, à medida que corria, vi um agente correndo atrás de mim, e gritando para mim dizendo: "Pára...pára". Parei, e o homem pediu-me os documentos de identificação. Peguei nos documentos que trazia comigo, entreguei ao homem, e voltei a correr. O homem chamou-me novamente e disse-me que tinha de esperar pelo autocarro, que depois a seguir me levaria até ao avião.
       Finalmente entrei no avião e sabes quem é que eu lá encontrei? Pois é, encontrei o meu pai sentado e muito bem relaxado.
        Depois de 7h de viagem chegámos a Lisboa, e assim que saímos, deparei-me com um clima muito diferente do que deixei em Angola, e isso me causou muita tristeza. Enfim, chegámos a casa e o stress deste dia passou. Foi assim o meu dia amigo, o qual até pensei em chamar o nome desta nossa conversa em "Culta metragem da minha vida".

                                                                                                                      zé Pedro 1ºBE


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Diário: Lisboa, 31 de Dezembro de 1978

Hoje, acordei cedo, os meus pais e os meus irmãos ainda estão todos a dormir, está uma manhã muito fria.
Levantámo-nos e tomámos a primeira refeição do dia juntos.
Há uma grande euforia no ar porque vamos para a casa dos meus avós passar a passagem de ano com a família.
Já em casa da avó, estávamos todos felizes a contar os minutos para a chegada dos primos e dos tios.
A minha mãe e a minha avó estão a preparar o almoço, enquanto nós brincamos. Depois do almoço, pouco a pouco, foi chegando o resto da família.
A minha avó, a minha mãe e as minhas tias prepararam os doces e o jantar. Eu e os meus primos brincámos e conversávamos sobre a escola, as novidades, as prendas que recebemos no Natal. No fim da tarde estava quase tudo pronto. Fomos então ajudar a pôr a mesa.
Por volta das dez horas fomos todos jantar, contando histórias engraçadas, rindo e brincando.
À meia-noite, fomos todos para a janela, cada um  com uma colher de pau e uma panela ou com duas tampas fazer barulho às doze badaladas da chegada do ano novo.
No final das festividades, já muito cansados ficámos cada um a dormir para seu lado em casa da avó.

Ana Silva            1º BC

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Diário: 24 de Julho 1998

Caro diário, hoje resolvi escrever nas tuas folhas para um dia mais tarde poder recordar o que se passou neste dia.
Hoje acordei de manhã e fui ver os desenhos animados como costumo fazer todas as manhãs. Enquanto estava a ver os desenhos animados resolvi ir tomar o pequeno-almoço descansado e tranquilo no meu sofá da sala. Assim que acabei de tomar o pequeno-almoço e também já tinham terminado os desenhos animados fui ter com uns amigos meus para irmos jogar à bola para minha casa. Quando estava no meio do jogo os meus pais tinham chegado de mais um dia normal e cansativo de compras, só que desta vez o meu pai trazia dentro do carro algo diferente.
A minha bicicleta nova!
Que linda e reluzente é a minha primeira bicicleta nova. Entretanto os meus amigos foram para casa e eu fiquei toda a tarde a pedalar sem destino e sem parar porque, afinal de contas, era a minha bicicleta nova, não podia deixar de andar nela.
Ao final da tarde os meus pais chamaram-me para jantar. Oh que tristeza, porque eu não queria largar a minha bicicleta nova, então fui jantar a correr para poder ficar a admirá-la o resto da noite até ir para a cama e dormir.  
António Araújo 1ºBE

Diário: Pinheiro de Loures, 05 de Julho de 2002

Hoje, ao acordar, o meu pai chegou ao pé de mim com um grande sorriso na cara e disse: “Chavalo, a tua irmã nasceu!”. Fiquei radiante até porque hoje é o dia em que me vou matricular no 7º ano.
Fui à escola, aproveitei a boleia do meu pai para ser ainda mais rápido, mas assim que lá cheguei estava uma fila enorme. Fiquei mesmo chateado porque queria ir ver a minha irmã, até que então ouvi o meu nome, e imaginem, era a mãe do meu melhor amigo que estava muito mais à frente do que eu. Expliquei-lhe tudo, ela ficou com a minha matrícula e eu fui logo a correr, todo feliz, para o carro.
Assim que cheguei à maternidade estava com um nervosismo enorme, cheio de borboletas no estômago e uma vontade enorme de ir à casa de banho. Sentei-me na sala de espera com o meu pai e finalmente deixaram-nos entrar. Olhei para aquela “boneca” tão frágil, tão pequena, disseram-me para pegar nela, mas eu tremia por todos os lados, nem sabia como pegar, lá consegui e passei mais de 30 minutos a olhar para ela a dormir, tão querida.
Quando estávamos a voltar para casa ainda tivemos que parar no AKI para comprar umas ferramentas para montar o berço porque não demora muito para ela vir para casa.
Chegámos a casa e ainda foi uma cegada para montar aquilo. Demorámos cerca de 3 horas e, mesmo depois, teve que levar mais umas tabuinhas, para ficar estável.
E agora aqui estou eu deitadinho, na cama, a contar-te tudo meu amigo, até amanhã, boa noite.


                                                                                                                       André Cotovio, 1º BE


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Diário: Lisboa, 16 de Novembro de 1989.

Acordámos às seis da manhã para arrumar as ultimas coisas para partimos com o destino a Portugal.

O meu pai estava muito agitado porque o meu tio Armando não tinha chegado na hora combinada o que já era esperado. Visto que ele bebia muito era provável que àquela hora não estaria sóbrio. Eu não estava agitado, apenas com receio do que estava a suceder comigo pois não tive a opção de escolha, na minha vinda a Portugal. Apenas tristeza de deixar a minha mãe, o meu irmão Tino e tantos outros amigos de vadiagem.

Finalmente chegou o meu tio Armando, agora estava tudo certo. O meu pai, já tranquilo diz ao meu tio, "Estamos atrasados, a hora do chequim já começou".

Chegou o momento de despedida, presente estava a minha mãe à qual dei um abraço forte e ao meu irmão. Só não chorei porque também estava com alguma ansiedade em ver os meus outros irmãos que já se encontravam em Portugal.

O meu pai para me consolar dizia: "Não te preocupes, vais só estudar como os teus irmãos e nas férias regressas para ver a tua mamã".

De partida com destino ao aeroporto passámos pela Praça do Império, onde se encontra a estátua de Maria da Fonte, adiante pelo campo de futebol Adelino Queta, depois pelo Reservatório de Agua, a Feira de Bandim, depois pelo o Hospital Central e o Bairro de Ajuda, enfim mais quatro quiloómetros e chegámos.

Dirigimo-nos ao sítio de atendimento para o chequim. Havia uma senhora com uma mala de viagem idêntica  minha, até ai estava tudo bem, o peso da bagagem era bem superior ao esperado.

O homem do chequim não deixava passar a bagagem, o meu tio percebeu e para facilitar, tirou uma nota do bolso passou-lha, o homem agarrou a nota e meteu no bolso e a bagagem seguiu.

Despedimo-nos do meu tio, seguimos para a sala de embarque e partimos.

Chegados a Portugal estranhei a diferença de clima que se depara logo na saída do avião, estava muito frio. O meu pai disse que o frio é por ser inverno, para mim era estranho, no meu país não há inverno.

Seguimos para a alfândega e depois dirigimo-nos para uma sala onde havia tapete rolante e por cima as bagagens a rodarem, iam e vinham, iam vinham.

Vimos as nossas malas, agarramos nelas, apanhamos o taxi e dirigimos para o Cacém.

No caminho fiquei encantado pelos inúmeros placards de publicidade que iam aparecendo ao longo do percurso em especial a Coca – Cola, que é a minha bebida favorita.

Chegado à minha futura casa  vi os meus irmãos que já não via há uns anos, a recepção foi boa e cheio de alegria com um grande banquete, e claro não faltou a Coca – Cola.

Depois do banquete e da matança de saudades, dirigi-me para a minha mala e estranhei, a mala não tinha o cadeado. Ao abrir a mala, só tinha roupa interior de mulher, vestidos e panos bordados.

Disse ao meu pai, dirigimo-nos de imediato ao aeroporto para reaver a minha mala. Ao chegar ao aeroporto a senhora já lá estava sentada com a minha mala que tinha lavado por engano, trocamos as malas e cada um seguiu o seu destino.
De agora em diante tudo será novidade para mim.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

                                                                                               
                                                       Alexandre A Ucha Pereira 1º BE
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

Diário: 16 de Abril de 2008

Hoje de manhã fui para o trabalho nervoso por causa do jogo do Sporting - Benfica. Às 21:15 estava numa colectividade lá da minha zona quando o jogo começou, passados 30 minutos já estava 0-2 eu já tava nervoso por estarmos a perder e logo 0-2 e começou o intervalo, com 0-2 marcado por "Rui Costa" e "Nuno Gomes". Começou a segunda parte e eu já não acreditava muito mas já passava o minuto 60 o João Moutinho manda uma à barra eu já acreditava mais porque o Sporting já mandava no jogo. O sporting passado um bocadinho faz 2 substituiçoes fantásticas, faz entrar "Marat Izmailov e Derlei" por "Adrien Silva e Romagnolli" e ai já mudou tudo porque no minuto 70 marca o 1-2,  passado 8 minutos marca o 2-2, passados 3 minutos o 3-2 eu fiquei feliz, mas o Benfica estraga a minha felicidade passados 3 minutos. Aos 82 minutos o Benfica marca o 3-3, mas logo a seguir o Sporting dá-me a felicidade outra vez porque aos 84 minutos o Sporting marca o 4-3, a alegria outra vez mas ainda não acabou porque aos 92 minutos "Vuckcevic" marca o 5-3. Saí da colectividade muito contente e alegre porque já estávamos na final da Taça de Portugal contra o F. C. Porto.
Rui, 1ªBC

Diario:5 de outubro 2005

   O dia em que a selecção do meu país se qualificou para a fase final do campeonato do mundo.
   Levantei-me às 13 e tal por ser fim de semana, sabendo que era um dia decisivo para a minha selecção. Estava muito nervoso, sem saber se o jogo ía passar na televisão e qual era a hora. Decidir ir jogar à a bola no ringue da Codivel para ficar mais calmo. Pelas 16h30 ja estava equipado de fato treino para ir jogar.
   Quando ia sair de casa a caminho de ringue ligaram-me da casa da minha avó para dizer que o jogo ia passar na rtp África.
     Naquele momento sai de casa e fui a correr para a casa da minha avó, para ver o jogo com a familia.
     Estávamos todos nervosos e angustiados porque a nossa selecção atacava e atacava mas a bola teimava em não entrar.
A minha avó a certa altura desistiu de ver o jogo e foi para o quarto o quarto tomar os seus comprimidos por causa do coração e ficou lá no quarto a rezar.
 Nós,  os jovens, estávamos nervosos e esperançados que Angola marcasse um golo apenas para poder marcar presença no mundial pela primeira vez.
 Terminou a primeira parte em igualdade zero a zero. Começou a segunda parte e também o nosso sofrimento, continuavamos com esperança que Angola marcasse mas a bola não queria entrar mesmo.
 O jogo aproximava-se do final e nós íamos perdendo a esperança até que quando nós menos esperavamos, aconteceu uma brilhante jogada , a bola no lado direito após Zé Calanga ter passado por um adversário fez um belo cruzamento para a cabeça do Akwá que não desperdiçou  e fez um belo cabeceamento conforme mandam as regras  do futebol e conseguiu maracar o tão desejado golo.
Saltámos de alegria batemos nas paredes e nas janelas. Era uma alegria enorme por saber que o meu país iria ser a nivel dos PALOP (países africanos de lingua oficial portuguesa) o primeiro a estar numa fase final do campeonato do mundo, era um orgulho enorme ver o meu país no mundial.
 Também de saber que com esta participação a minha Angola iria ser conhecida por muitos outros paìses, é um facto que deixa qualquer um orgulhoso do seu país.
Fabrício 1ºBC

Diário: 3 de Agosto de 2006

Acordei às 8 :30h, o meu irmao falou-me de um jogo de futebol que vai haver para a final de taça. Fiquei muito contente sai da casa e fui para o campo onde encontrei o meu amigo qui vai jogar comigo.O meu amigo é guarda-redes e eu sou médio direito. O jogo começou às 10:55h e após 10 minutos a
equipa adversária marca um golo. Na primeira parte perdemos por um a zero. A segunda parte começou às 11.55h  e depois eu marquei um golo e fiquei muito contente porque todas as pessoas vão falar muito de bem de mim. Faltavam 5 minutos para acabar o jogo e o treinador falou comigo "Marca, marca" e passei  a bola para o avançado que marcou um golo final. O jogo acabou 2-1, nós ganhámos o jogo. Eu fui para casa às 19.30h e fui para a festa onde todas as pessoas falavam muito de mim e eu fiquei muito contente.
Noé, 1ºBC