quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu e os media


Umas das primeiras recordações da minha infância é em casa dos meus avós maternos, pois passava lá o dia enquanto os meus pais trabalhavam.

Lembro-me que em casa dos meus avós existia uma televisão já a cores e um pequeno rádio onde muitas vezes a minha avó ouvia fado. A televisão era mais utilizada para ver as notícias do dia, principalmente o jornal da RTP. Eu chegava a ver alguns desenhos animados como o D’Artacão e os três Moscãoteiros, o Pokemon, o Zorro e outros que já não me lembro ao certo. Durante o verão passava mais tempo a brincar na rua e no inverno só ficava em casa quando o tempo não permitia e então eu via televisão. Às vezes, ao fim de semana via os desenhos animados com o meu irmão. Levantávamo-nos quase ao mesmo tempo e íamos comer o pequeno-almoço em frente à televisão para ver os nossos desenhos animados preferidos, o Dragon Ball, e quando acabava imitávamos as suas lutas mas nem sempre acabavam bem e a minha mãe lá tinha de nos vir separar.

Naquela altura não ligava muito à televisão e ainda hoje não ligo, só para ver algum filme ou série ao fim de semana.

Na infância não me lembro de ouvir rádio nem lhe dava muita importância. Hoje em dia já não é assim, a rádio faz parte da minha vida pois é a minha companhia porque passo muito tempo sozinha, seja em casa ou no carro. Não costumo ter uma estação de rádio fixa, gosto de ouvir um pouco de tudo mas normalmente oiço a rádio Comercial.



Quanto às revistas ou jornais também nunca liguei muito e se tinha alguma por perto aproveitava para ver ou recordar imagens para depois imaginar como bonecos.

Hoje em dia o uso da Internet praticamente substituiu a televisão, o rádio e as revistas. Utilizo a Internet para contactar com outras pessoas conhecidas e amigos, para ver filmes ou séries de que gosto, trabalhar, ouvir rádio enfim um pouco de tudo. Por vezes esqueço-me completamente da realidade e passo horas em frente ao computador. A Internet tem a capacidade e o magnetismo de nos prender ao écran hipnotizados pelas imagens, sons e pelo poder de tudo aceder com um clic. As redes sociais são uma forma de comunicar com o mundo e utilizo-as bastante para comunicar com o meu irmão que está na Alemanha. A minha família, pais, avós e tios, fica espantada e encantada como um simples mecanismo faz com que a pessoa esteja quase do outro lado da janela.

Diana Frutuoso
2ºAE



Os Media em 1992


                               

  Televisão

A primeira memória que tenho, da televisão foi quando tinha oito anos, porque antes disso brincava muito na rua e não havia televisão em casa.
Lembro me de ver televisão ao fim do dia, depois da escola e ao fim da semana.
Lá em casa era sempre obrigatório á mesa hora do jantar porque o meu pai fazia questão.
Ele achava que era importante saber o que se passava no mundo, eu não gostava, porque diziam coisa complicadas e falavam muito.
Havia programa que eu gostava muito e que recordo com carinho, como novelas: Chica da Silva sobre a escravatura, desenhos animados do  Songoku que tinha muitos poderes e podia ir ao céu voando.
Eu ficava a imaginar como seria possível e se um dia podia ir também.
Lembro me quando a minha avó vinha de Cabo Verde visitar-nos. Ela ficava muito confusa e nervosa ao ver as pessoas serem assassinadas, magoadas, mal tratadas. Gritava para o ecrã como se ele tivesse alguma culpa, nos explicávamos que era tudo ficção mas ela não entendia e só se acalmava quando os meus pais desligavam o aparelho. Eu achava uma injustiça  porque ficava de castigo à forca, sem poder ver televisão para minha avó não se enervar.







Imprensa     

Quando era mais miúda a revista que lia era a “ Bravo” todas as semanas por causa dos signos, perguntas sobre o desenvolvimento do corpo.
Era tal o meu interesse que podia não ter dinheiro para mais nada mas não deixava de ler a revista.

                    


                                                                                                                                      
                                                                                                                                                    Sandra Mendes 2ºAE

Memórias de infância e os mass Media

          As minhas memórias do passado são principalmente alegres. Recordo-me muito da minha irmã, quando fazia palavras cruzadas no jornal e depois as passava para uma folha A4 quadriculada para as voltar a fazer mais tarde. Lembro-me também em criança das músicas que na altura davam no rádio e que eu nunca esqueci. Ela gostava muito de umas, eu já gostava mais de outro género, mas ouvíamos sobretudo a rádio Cidade FM. Havia gostos para tudo, desde Ace of Base a Eros Ramazotti. Lembro-me de um programa de discos pedidos e, nessa altura, a minha irmã tinha um namoradito que lhe dedicou uma canção e ela até chorou…Ai o amor! O que ele nos faz…

Apesar da rádio, também estiveram presentes na minha infância revistas e jornais. Os jornais eram mais para o meu avô e para o meu pai que estavam mais a par da política e das informações mais relevantes do país naquela altura. As revistas já eram mais dedicadas às mulheres. Lembro-me da minha irmã ler a Super Jovem e a Super Pop, a minha mãe lia a Maria para estar a par das telenovelas e dos atores e as minhas amigas de infância e eu comprávamos aquela que trazia um brinde e onde apareciam aqueles rapazes lindíssimos das boysbands e que nos deixavam a sonhar ou em ter o CD ou em conhecer pessoalmente. Havia quem lhe chamasse de amor platónico e com razão (risos). Hoje em dia ainda compro revistas com brindes mas são revistas mais cultas e os brindes compensam apesar de ser tudo uma grande estratégia de marketing.

A televisão foi aparelho que sempre me acompanhou. A minha primeira TV foi da Blaupunkt e já era a cores. Durou muitos anos e ainda levou uns arranjos. Os programas mais vistos em família eram, sem dúvida, o Festival da Canção e o Big Show Sic. Aos fins-de-semana de manhã dava o Bueréré apresentado pela Ana Malhoa num estúdio em Lisboa e caso a memória não me falhe intercalavam desenhos animados com músicas coreografadas, e jogos. Via desenhos animados como os Motorratos, o Dartacão, a Saillor Moon – Navegante da Lua, que ainda hoje dá no Canal Panda à noite e via também as séries tais como os “Arrepios”, mas confesso que só via de vez em quando porque era e ainda sou um pouco medricas. Gostava também dos Power Rangers que era a minha série preferida e identificava-me com a personagem cor-de-rosa, a Kimberly, enfim eram serões agradáveis que me ficaram na memória.

Entretanto cresci e as coisas mudaram, evidentemente. A minha irmã casou, foi um dia feliz para mim mas senti-me muito só nos primeiros tempos. Comecei a namorar cedo, sempre fui romântica e sonhadora, no entanto, tive um desgosto de amor e sofri muito, ninguém está livre disso o que interessa é não desistir de ser feliz…

Há uns anos atrás, o “pai Natal”  deu-me um computador de presente que era óptimo, da marca Triudus, custou trezentos e tal contos na altura do escudo mas a fonte de alimentação mais tarde acabou por pifar e lá se foi a minha jóia. Enquanto durou foi a minha primeira iniciação à internet. Devia de ter uns 15 ou 16 anos e a minha diversão principal era o Sim’s – O Simulador de Pessoas. Eu sei que a internet tem muitas utilidades e gostaria de saber mais acerca delas, mas é preciso ter muita paciência e atenção porque basta ler mal um aviso para apanhar um vírus no computador, e em relação a compras através de multibanco acho assustador só de pensar que vou pôr o meu NIB no mundo virtual onde qualquer sábio pode decifrá-lo.

Voltando ao tema principal os Media foram e são importantes para nos sentirmos ocupados nas horas mortas, principalmente na altura do frio que só nos apetece estar em casa quentinhos entretidos com qualquer coisa. A Internet tem de tudo um pouco: musica, vídeo, televisão, notícias, afinal de contas o maior método de interagir é a internet mas eu não dispenso os outros meios de comunicação porque não sou do género de estar em frente ao computador horas a fio, prefiro variedade de escolhas, cada uma com a sua beleza e importância e consoante a minha vontade pois é assim que sou feliz.


Cátia Durães

Os media e eu









Estes meus 53 anos de idade foram sempre acompanhados pelo som de um rádio.
Quando era pequena era uma telefonia grande que estava em cima de uma mesa na sala de jantar. Na altura eu.não fazia ideia de como as pessoas, os locutores e os artistas falavam lá de dentro. A minha mãe dizia que trabalhava a “válvulas”, mas como é que as pessoas falavam lá de dentro? Para mim era um mistério. Eu e a minha irmã tentávamos descobrir, virávamos o aparelho de todas as maneiras, seguíamos um fio da parede mas afinal era a eletricidade que saía da parede por um fio e não as vozes.
Os programas mais ouvidos na rádio eram os Parodiantes de Lisboa, as Noticias, e as Rádio Novelas, lembro-me particularmente de uma que era Simplesmente Maria. Dava às 18 e no inverno a minha mãe fazia chá e torradas e ficávamos a ouvir, com o braseiro já aceso. Era um momento muito aconchegante.
Muito mais tarde e só depois de ver televisão, tinha 12 anos (1970), percebi que as pessoas não cabiam dentro dos aparelhos e que tinha de ser de outra maneira; lembro-me do genérico da televisão que mostrava as torres e as ondas de som a propagarem-se e assim percebemos, eu e a minha irmã que as imagens vinham de longe.
Na televisão víamos a abertura às 19 horas e o Jornal da Noite que falava de notícias do mundo todo. Se havia futebol o meu pai procurava ver as equipas na televisão, pois”-era como ir ao campo de futebol, mas mais barato!”- dizia ele. Lembro-me de ver séries na televisão como Dallas e Bonanza e sempre que se sabia que ia dar uma Noite de Cinema, não perdíamos. Foi assim que tive oportunidade de ver em cinema as obras de autores universais que eu já tinha lido como por exemplo, A Morgadinha dos canaviais e E tudo o vento levou. De revistas tenho pouca memória, pois eram caras e nós morávamos longe da papelaria, mas, comprávamos sempre o Diário de Noticias ao domingo ou quando havia alguma catástrofe nacional como, por exemplo, o tremor de terra em 1967 e as cheias em 1969.
Nesse jornal via sempre a necrologia. A minha mãe contava sempre uma anedota do homem que costumava estar no café a ler e os amigos perguntavam porque ele lia sempre “ os mortos” ele respondia que era para ver se lá estava o nome dele, um dia o amigo que também já se acostumara a ler a necrologia disse muito espantado “olhem hoje que está cá a fotografia do António é que ele não veio ler “os mortos”-.

Maria Paula
2 AE



O tempo não volta mas eu relembro

Por momentos paramos no tempo para recordar etapas marcantes da nossa vida, mas nem sempre as escolhemos da melhor forma. Comigo acontece o mesmo, por vezes, dou por mim a pensar em coisas que nem sempre valem o tempo “perdido”.
Hoje vou escrever sobre memórias que julgava estarem perdidas, memórias essas que estão relacionadas com o meu primeiro contacto com os Media. Para ser sincera não acreditava que me iria lembrar de algo concreto mas aqui estou eu.
Parte da minha infância foi passada em casa dos meus avós paternos, portanto, as minhas memórias relativamente a este assunto estão directamente ligadas a eles.
Começo por falar da rádio porque é de facto o elemento dos Media com o qual menos contacto mantive durante a minha infância. Quando era muito mais nova e dormia na casa dos meus avós, lembro-me que acordava ao som das notícias transmitidas pelo locutor da rádio. Era e continua a ser um hábito constante do meu avô logo pela manhã ligar a rádio e ouvir as notícias antes de se levantar para dar início a um novo dia.
Ainda hoje a rádio continua presente no meu dia-a-dia, não da mesma forma mas a verdade é que continua, nem que seja quando estou conduzir e vou a ouvir a Rádio Comercial porque não abdico de uma boa música para começar bem o dia.
Relativamente aos jornais, relembro-me de que o meu avô era um leitor assíduo dos jornais desportivos e acabou por me influenciar nesse sentido. Naquela altura depois de realizar algumas tarefas matinais, o meu avô saía para ir à papelaria mais próxima comprar o jornal desportivo e eu acompanháva-o. Mesmo sem saber ler ficava durante algum tempo em frente ao jornal e dava uma particular atenção a todas as páginas que tivessem a cor vermelha e hoje já compreendo o porque dessa mesma cor me chamar tanto a atenção.
Sem dúvida que a televisão é o elemento dos Media que se encontra mais presente na minha vida. Confesso que não passaria sem ver as minhas series ou até mesmo uns programas desportivos. Em relação ao passado é impossível esquecer os comentários que a minha bisavó fazia enquanto se via alguns programas televisivos, programas esses que para ela não deveriam sequer passar na televisão. É de salientar que nada tinham de mal.
Logo pela manhã ligava a televisão para ver todo o tipo de desenhos animados, ligava o vídeo e metia a Pipi das meias altas, Rei leão, Pequena sereia e a Pocahontas. Era um dos momentos que mais gostava e se me deixassem ficaria o dia todo a ver estes mesmos filmes.
São poucas as memórias que guardo desta altura, mesmo que não tenha passado assim tanto tempo mas as que guardo, fazem com que tenha saudades desses momentos em que era tão inocentemente feliz, é caso para dizer “Ó tempo volta para trás”.

Sílvia Dias

domingo, 26 de junho de 2011

Diferença entre o meio rural e o meio urbano

No meio rural onde moro existe contacto com a natureza onde respiramos ar sem poluição.
Todos os dias ao amanhecer ouço os pássaros a cantar embora por vezes não os veja.
Tenho um quintal onde planto alfaces, tomates, batatas, morangos etc.
Neste meio existe muito convívio e também interajuda entre as pessoas pois quando precisamos de alguma coisa ninguém recusa, somos uns para os outros.
Isto reflecte-se na situação de um ter no quintal hortaliças e legumes e se o outro vizinho não tiver oferece-se de boa vontade e está sempre tudo bem, sem existir egoísmo.
Vive-se com bastante calma, não existe muita poluição sonora ou atmosférica o que melhora a nossa qualidade de vida.
Em meio urbano não conseguiria ter contacto com a natureza, não consegueria ter um quintal com hortaliças e legumes.
No entanto na cidade existe mais vida cultural e não necessitamos de nos deslocar tanto mas  há muito mais stress, mais poluição sonora, atmosférica e visual que por sua vez nos dá menos qualidade de vida.
                                                                                                            Hilário Baptista 1º AL
                                                                                                   

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Historia de vida

A minha historia de vida começa no País onde vivi desde dos 4 meses, até aos 28 anos e que é Angola. A minha residência era uma vivenda bem estruturada com saneamento básico, com muitos quartos e com um quintal enorme onde podíamos brincar, sem qualquer atritos com os vizinhos.O  meu pai era camionista e quando chegava de viagem partilhava  tudo e que ele trazia com os vizinhos. Era uma relaçâo de inter-ajuda.Cá em Portugal eu vivo num apartamento e sinto uma grande diferença no espaço. Apesar de ter outras condiçôes o convívio com os vivinhos é restrito, cada um no seu canto. As grandes oportunidades que nos são oferecidas, acabam por nos tirar qualidadede vida.
Isabel 1ºAL

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A diferença sobre o meio rural e o meio urbano

        Sempre morei na cidade e gosto muito de aqui viver, porém a vida é muito agitada e corremos contra o tempo. O relacionamento pessoal é muito frio e distante.
        Atualmente  moro num prédio e nem sequer converso e vejo os meus vizinhos, nem sei ao certo quem são. Antigamente morava num bairro de casas e éramos mais unidos, sabíamos tudo sobre os nossos vizinhos, partilhávamos as alegrias e as tristezas.
                 Quando saía para a rua tinha a sensação de ser livre. Fazíamos imensas coisas em conjunto desde ir a excursões e fazer parte do clube recreativo local.
                 Devido ao crescimento económico no nosso pais, às condições e exigências por parte de alguns patrões e das nossas próprias exigências pessoais e ambições não conseguimos na cidade usufruir dos espaços verdes e do convívio entre as pessoas. A nossa vida é tão stressante que quando paramos um segundo para reflectir, notamos o quanto estamos cansados e já não nos apetece fazer nada.
              Nem sempre aproveitamos as ofertas culturais que a cidade não oferece (peças de teatro ,cinemas , exposições).
              Já não caminhamos dentro da cidade nem fazemos compras nas lojinhas de bairro, simplesmente vamos a só um lugar, o Centro Comercial onde encontramos de tudo um pouco, mas que nos aprisiona. No meio rural tudo é diferente, a vida é mais tranquila e com mais qualidade.
               Ouvimos pela manhã o cantar dos pássaros, o convívio entre as pessoas é muito melhor, é como se fossemos da mesma família .
               O contacto com a natureza é imediato, como não há tantas construções de prédios e centros comerciais, fazemos todas as compras nas lojas locais. À noite conseguimos ver o céu com todas as suas estrelas apesar de não haver tantos sítios para passear e visitar.
                Hoje em dia já há muitas pessoas a deixar cidade para ir viver no campo, para ter mais qualidade de vida, paz,  e simplesmente poder ir para casa e usufruir do tempo e da família.





                                                                                                               Cátia Simões 1AL

terça-feira, 31 de maio de 2011

Diferença entre Campo e Cidade

Diferença entre Campo e Cidade



No meu País onde eu vivia, Cabo Verde eu morava no Campo onde tinha uma rotina muito diferente em relação a Cidade.

No campo onde eu morava não havia electricidade, as pessoas acendiam as velas e lanternas para ver à noite.

     À noite em vez de ver televisão sentávamo-nos reunido e contávamos histórias e anedotas.

As pessoas viviam à base da agricultura, da pesca e da criação de gado, fazíamos criação de vaca, de cabra e de peru.

     Na Cidade havia tudo que precisávamos para cozinhar; para produzir no campo e para vestir.

     Na Cidade as crianças brincavam no parque infantil enquanto que no Campo as crianças brincavam na rua, em casa.

    Entretanto podemos dizer que entre Campo e Cidade há grandes diferenças: culturais, de hábitos e de Costumes. 
Edmilson Carvalho
   


domingo, 22 de maio de 2011

Relação espaço rural, espaço urbano

No meio rural onde nasci e onde vivi até aos 21 anos, todos se conheciam, se cumprimentavam, éramos como se fosse uma família. Levantava-me ás 6 horas para ir á escola às 7:30h, tínhamos que nos encontrar todos num ponto de partida para irmos em conjunto, íamos á pé e regressávamos a pé. De vez em quando lá apanhávamos boleia. 
Quando chegava a casa, lanchava e em seguida fazia o T.P.C, depois lavava as loiças, varia o quintal, ia buscar a água no tanque e depois brincava com os meus amigos. No meu quintal tinha tudo um pouco, muitas variedades de frutas como por exemplo: manga, laranja, goiaba, tangerina, mamão, cajamanga, banana, tamarina, cacau, safú e mais. Todos podiam apanhar a fruta e comê-la, assim como também podíamos apanhar a dos nossos vizinhos e era tudo natural.
Agora moro na cidade e não conheço os meus vizinhos, mal os vejo, mal falamos e o ambiente é totalmente diferente a comparar com o meio rural onde vivia.
Tenho uma vida muito complicada na cidade, levanto-me às 6 horas e tenho que preparar os dois meninos. Saio de casa às 7:10h e vou a correr deixá-los no infantário e a seguir vou a correr para o trabalho.
Na aldeia também tinha que trabalhar mas era tudo diferente, sem pressa. É verdade que não tinha filhos na altura mas as minhas irmãs tinham e não levavam a vida que levo. Até aos meus 21 anos nunca ouvi falar de stress, vivia numa vivenda e agora moro num prédio. Eu era feliz e não sabia.
Anabela Silva 1º AL

sábado, 21 de maio de 2011

Relação espaço rural e espaço urbano

     Para mim no meio rural as pessoas são mais unidas,  há um ar mais puro da natureza, há uma preocupação dos vizinhos para saber como está o outro. Podemos criar animais com melhor condição nos seus respectivos lugares, sem ser dentro da minha própria casa.
No meio rural as famílias visitam com mais frequências as outras, vive-se mais à base de produtos naturais por haver campos à nossa volta. Há criação nos quintais, não há stress. Mesmo com pouca finança as pessoas são alegres enquanto que no meio urbano vive-se cada um por si. Nos elevadores as pessoas não se cumprimentam umas à outras, as pessoas sentem-se superiores, há muita poluição, não se conhecem os vizinhos. As pessoas são muito stressadas mesmo com tantas coisas boas como o teatro, a televisão... Vê-se só prédios uns encostados aos outro, vê-se uma tristeza enorme nas pessoas.
Marisa Carvalho 1º AL
 

As diferenças entre o meio urbano e o meio rural

Na minha opinião existem muitas diferenças entre o meio urbano e o meio rural.

Em Cabo Verde eu vivia numa zona rural, onde todas as pessoas se conheciam umas as outras. A vida era vivida de uma forma muito especial porque existia uma união muito grande entre as pessoas.

A liberdade da vida no campo, o contacto com a natureza, o horizonte sem limite, a frescura do ar puro, o barulho das florestas, os cânticos dos pássaros, o correr das águas do rio faziam-nos sentir bem.

A maior parte da nossa alimentação  era extraída do campo e era natural.

As pessoas viviam das tradições, das recordações, das histórias contadas pelos mais velhos, essa servia de educação.

A vida no meio rural era mais calma, mas mesmo assim com todos esses recursos eu sentia a necessidade de aprender coisas novas as quais não tinha acesso no meio rural,  por isso resolvi correr o mundo à procura de um novo desafio diferente daquele que eu vivia em Cabo Verde.

Hoje eu vivo numa cidade em que a vida é mais agitada, o ambiente em relação ao meio rural é mais poluente por causa da circulação dos automóveis e da poluição das fábricas.

No meio urbano tudo o que consigo ver ao meu redor são as construções, mas também há muitos sítios bonitos para se ver e visitar que não existiam no meio rural, como os museus, os teatros entre outras muitas coisas.

A forma de viver das pessoas no meio urbano é baseada mais em tecnologia. Também há mais facilidade de deslocação e de comunicação.

A convivência entre as pessoas no meio urbano em relação ao meio rural é mais limitada.

Com tudo isso pode-se concluir que a vida quer no meio urbano quer no meio rural têm as suas vantagens e suas desvantagens.

Carlos Monteiro 1ºBE

terça-feira, 17 de maio de 2011

As Principais Diferenças Entre o Meio Rural e Urbano

Para mim existe muita diferença entre o meio rural e urbano.
No meio rural as coisas são mais naturais, simples e ao mesmo tempo humildes.
Partindo da população, o povo é mais humilde e aconchegante. As cidades ou aldeias são mais calmas e existe uma diversidade de zonas verdes, campos de cultivo, rio e riachos. O ar é mais puro porque existe pouca ou nenhuma poluição.
De noite podemos ver as estrelas e a lua porque existe pouca iluminação. Temos também o prazer de ouvir o cantar dos passarinhos porque há pouco movimento de máquinas e carros.
O povo vive à base daquilo que produz, caça e pesca e não existe stress do corre-corre atrás das camionetas e metro para ir ao trabalho ou regressar à casa.
Na cidade o tempo é dinheiro. As pessoas acordam com alarme para não se atrasarem, correm para apanharem o transporte para irem para o trabalho, comem a correr porque têm pouco tempo e regressam a casa a correr para se prepararem para o dia seguinte.

Quanto a qualidade de vida podemos dizer que não há porque vivem com muito ruído e poluição, quer dos transportes públicos como dos particulares.
Não se consegue contemplar o pôr do sol nem a lua nova ou cheia.

Vive-se aglomerado em prédios e os vizinhos muitos deles não se conhecem nem se falam.
Quanto aos meios de subsistência, vive-se com base no salário. Se ficam desempregados e sem subsídio não têm como fazer face às despesas.
As pessoas sofrem muito de stress e por isso andam mal humoradas.

Apesar de o meio urbano ser mais evoluído a nível tecnológico e outros, posso dizer que o meio rural é mais saudável que o urbano.      
Pedro João 1º B E

Onde eu moro, onde eu passo férias!

Eu moro num meio urbano onde cresci.Quando era pequeno tinha uma rotina que começava todos os dias à mesma hora, e bem cedo, para chegar a tempo à escola, isto por causa do trânsito.
Nas minhas férias, passadas na terra do meu pai, na Serra da Estrela ficava admirado por ver as portas das casas com as chaves colocadas nas ranhuras, coisa que onde eu vivia não acontecia, só por esquecimento.
Lá um respirar era único. Quando mal saía do carro ao chegar para gozar as férias depois de um ano de rotinas, de trancas nas portas, insegurança e centros comerciais sentia-me liberto. Eram duas semanas no meio de  verde onde andava por todo o lado e aprendi com familiares o que custa tirar batatas de terra e o que é saber o vinho.
Hoje em dia eu tenho bem a noção que há um grande constraste, mas aprendi também que, infelizmente, estes meios rurais tambem precisam de uma evolução porque parece que o 25 de Abril não passou po ali.

Tiago 1ºBE

Sentindo a natureza

O ser humano vive muito pelos seus sentidos e sentimentos, e ai também estão as grandes diferenças entre o meio rural e o meio urbano.
Os homens desde o início sempre viveram muito ligados à natureza mas, ao longo dos tempos, isso veio a mudar com a construção de grandes meios urbanos, e essa ligação entre o homem e a natureza foi morrendo ao poucos. O homem no meio urbano já não consegue ouvir os sons da natureza, já não consegue ver o pôr-do-sol, não consegue respirar o ar puro do campo, já nem sequer consegue sentir o suave bater do vento na cara.O meio urbano veio substituir essa liberdade  que sentimos no meio rural, por uma prisão, onde tudo o que ouvimos é poluição sonora, o que vemos é cinzento, o que respiramos
é impuro, e só sentimos a poluição que sai do tubo de escape a bater na cara.

Ruben 1ºBE

Meio rural Vs meio urbano

O meio urbano é onde vivo no meu dia-a-dia, tanto este como o rural podem apresentar aspectos negativos ou positivos, tendo em conta o ponto de vista.
No meio urbano tenho uma pior alimentação e normalmente a vida é guiada por horários, existe uma grande quantidade de más tentações como a comida plástica e o consumo exagerado é incentivado por causa dos estabelecimentos que estão abertos todo o dia.
Também já vivi em zonas consideradas rurais, nestas zonas a vida também é guiada por horários mas apresenta-nos uma panóplia de situações agradáveis, a qualidade do ar é muito melhor, o ruído da cidade é trocado por sons naturais. Temos vistas maravilhosas e a alimentação é melhor. Felizmente ainda tive a oportunidade de me alimentar com legumes e frutas criadas num quintal e com leite e carne biológicas.
A humildade e amabilidade das pessoas faz-nos sentir bem melhor que na cidade onde as pessoas não são tão simpáticas visto que as relações são muito impessoais.
O ideal para mim será uma zona na periferia da cidade onde se notam hábitos de vida mais rurais, desta forma podemos usufruir de uma maior qualidade de vida sem necessariamente abdicar de certos serviços indispensáveis como a educação, a saúde, etc..

Rodrigo Franco
Nº18 1ºBE

A cidade e o campo

Eu passei toda a minha infância no campo. Quando era jovem e andava na escola o meu sonho era viver na cidade, para mim, no campo não existiam oportunidades de arranjar um bom emprego e ficar na aldeia significava ser pastor ou agricultor, ou então trabalhar no pinhal o que naquela altura não parecia nada de bom.

Assim que tive a primeira oportunidade deixei tudo e vim viver para a cidade. Hoje a cidade é uma grande desilusão para mim mas não tenho outra alternativa. Reconheço que embora no campo também existam bons empregos na cidade temos mais alternativas e os ordenados são mais altos, além disso existe também uma maior facilidade nos meios de transporte, pois na cidade as deslocações são mais fáceis que na aldeia onde para nos deslocarmos temos que ter viatura própria.

No campo vejo que os meus amigos podem conviver mais uns com os outros (encontram-se no café ou em casa uns dos outros ao fim do dia de trabalho), têm mais tempo para a família, conhecem muito bem todos os vizinhos e até mesmo toda a gente da freguesia, por vezes até se ajudam uns aos outros. No campo as pessoas têm disponível tudo o que as pessoas da cidade só podem ter nas férias, como acordar a ouvir cantar os passarinhos e adormecer a ouvir cantar os grilos enquanto na cidade o som é sempre o mesmo, ouvir os carros a acelerar e travar! No campo as pessoas têm tempo livre para a família e amigos, convivem com a natureza e têm a possibilidade de ter animais de estimação o que permite aos filhos um contacto com a natureza desde que são bebés. Os filhos conhecem outras crianças e podem brincar com elas ao ar livre sem ser dentro da escola. Até mesmo as casas são melhores, em vez de apartamentos vivem em vivendas ou casas com espaços exteriores onde podem respirar ar puro e desfrutar da beleza da natureza.

É por tudo isto que passo férias quase sempre na aldeia e quando acabam, fico desanimado e com pena de ter que regressar à cidade.


 
José Carlos Mateus 1ºBE

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eu e os Media - Valentina

Os Media entraram na minha vida tardiamente pois em minha casa não havia jornais nem televisão.
Os jornais só começaram a fazer parte da minha vida na adolescência, já tinha 17 anos e ainda assim não foi com o intuito de ler as noticias mas sim de procurar emprego.
Comprava o jornal pela manhã,  neste caso era o Correio da Manhã porque era o jornal que tinha o que eu procurava pois tinha imensas ofertas de emprego. Havia outra parte do jornal que me despertava interesse, a parte do horóscopo, mas era por mera curiosidade.
No que diz respeito às revistas, estas entraram mais ou menos na mesma altura devido às novelas e foi a minha irmã que me influenciou mais pois ela fazia questão de comprar de vez em quando a revista “Maria” que era a única que se lia lá em casa .
Hoje em dia o jornal já está mais presente na minha vida, mas não tenho o hábito de comprá-lo. Por norma leio aqueles de entrega gratuita, o Destak , O Metro etc…No entanto quando vou a um lugar público que tenha jornais dou sempre uma vista de olhos pelas letras gordas e pelo horóscopo.
A rádio entrou na minha vida mais cedo do que o jornal. A minha mãe ligava-o todos os dias pela manhâ por isso eu acordava sempre ao som da rádio, não para ouvir música mas para ouvir noticias. Neste caso o interesse não era tanto meu mas sim da minha mãe .
    Na rádio ouvia somente dois programas “os Parodiantes” e “Quando o telefone toca “ e, às vezes ouvia um pouco de música,
Hoje em dia só oiço rádio no carro pela manhã no trajecto do trabalho para estar a par do trânsito.
Inicialmente, como não tínhamos televisão em casa, eu e as minhas irmãs íamos a casa de uma vizinha para ver os desenhos animados. Quando finalmente tivemos televisão em casa além dos desenhos animados víamos e série “Fama” que era uma série cheia de dança e música  e também programas de música. Isto foi nos anos 80 já não me lembro das novelas desta época mas sei que não as perdíamos.
A internet é algo que entrou na minha vida muito recentemente mas não me desperta grande interesse. Por norma uso-a  para pesquisar trabalho da escola ou verificar o meu email, não tenho facebook nem costumo viajar muito na net. Para mim a internet é só utilizada para o essencial.  


Valentina Soares 2ºAL

Eu e os Media - Ilda

REVISTAS:

Quanto às Revistas sempre foram a minha paixão desde a adolescência. Não tanto pela leitura mas por causa da moda. A Burda mostrava modelos com o último grito da moda e também trazia os moldes para se poder costurar, o que era muito interessante para as modistas.
JORNAIS:


Não tenho recordação nenhuma dos jornais terem feito parte da minha infância.

Só na fase adulta os comprei, não muitas vezes, quando era para me informar de alguma notícia que achava ser importante.

Ainda hoje raramente compro jornais.


Outra Revista que também algumas vezes comprei era a Maria, por causa da curiosidade das histórias dos namorados que pediam conselhos e também pelas receitas de culinária.

Também comprava a Hola! para saber a vida de Rafael, Júlio Iglésias, Isabel Pantoja, os meus cantores preferidos na época.

RÁDIO

Lembro-me muito bem na adolescência de ter o hábito de ouvir o rádio porque achava muito interessante ouvir o programa dos Discos Pedidos. Também gostava de ouvir as anedotas dos Comediantes. Na altura a rádio tinha mais importância do que tem hoje porque ainda não havia televisão.

Hoje em dia ouço rádio para ouvir música. O meu canal preferido é a Rádio Record.

TELEVISÃO

O primeiro programa de televisão que me lembro foi a Escrava Isaura e a Gabriela, Cravo e Canela que vi em Moçambique. Hoje em dia vejo muita televisão. Vejo noticiários, novelas e tenho o hábito de ver a série C.S.I..

INTERNET

A Internet só chegou à minha vida muito recentemente, a partir do momento que regressei à escola. Já tinha praticado para comunicar por email com a minha família que está dispersa em Moçambique, Espanha e Inglaterra. Hoje comunico por Skype e faço pesquisas. Tenho um portátil do e-escolas que me permite fazer estas habilidades.

                                                     ILDA SAMUEL, 2º AL

domingo, 3 de abril de 2011

Eu os Media





     Nasci no ano de 1965, numa época em que imperava em Portugal a censura imposta pelo anterior regime que viria a ser deposto com o 25 de Abril de 1974. Como nasci e vivi numa aldeia do litoral situado no concelho de Pombal a minha relação com os Media na época era diminuta vindo a aumentar com o passar dos anos. Vivia numa aldeia um pouco isolada, longe dos centros urbanos e eu e a minha família tínhamos poucas possibilidades de nos deslocarmos pois o poder económico era pouco e viviam-se tempos difíceis.

A grande alteração deu-se quando mudei de residência vindo habitar na zona de Lisboa, com outro acesso aos Meios de Comunicação Social.

Jornais

    Na época em que nasci existiam em Portugal jornais que hoje foram extintos como, por exemplo, “o Século”, “O Comércio do Porto”, “A Capital” etc., outros ainda resistem ao passar dos anos como é o caso do “Diário de Noticias”, mas eu pouco acesso tinha a eles.

O meu contacto com os jornais aconteceu sobretudo quando estive emigrada na Alemanha no final dos anos 80, através da assinatura de um jornal regional existente na zona de Pombal de seu nome “O Eco”.  Hoje leio poucos jornais apesar de ter mais possibilidades de o fazer.

Rádio

De todos os meios de comunicação social disponíveis a rádio foi desde sempre aquele com quem  mantive mais contacto enquanto eu arrumava a casa à minha mãe.

Era o tempo dos “Parodiantes de Lisboa”, do “Discos Pedidos”, e das rádios novelas que eu gostava muito de ouvir enquanto trabalhava. Era uma companhia quase indispensável. Com a rádio tínhamos conhecimento do que se passava em Portugal e no mundo, como no período da guerra colonial e durante a revolução de 1974, pois era o único meio de comunicação que tínhamos ao nosso dispor naquela época.

Televisão

     A televisão chegou anos mais tarde e foi a grande novidade para a época, ainda a preto e branco. O meu pai era emigrante na Alemanha e trouxe um aparelho de lá, por isso fomos dos primeiros a possuir televisão. A nossa casa era o local de encontro de pessoas da terra que não tinham televisão. Era o tempo das telenovelas Brasileiras, dos programas de divertimento como por exemplo a “Cornélia”, o “Zip Zip” e o “Festival da Eurovisão”. Toda a aldeia parava para acompanhar os episódios e os programas.

Hoje a televisão já é uma rotina porque com a chegada dos canais privados e, mais tarde, com os canais por cabo, o difícil é escolher, o que não significa que muitas vezes não exista a falta de qualidade e de isenção de muitos canais.

Internet

    Foi a última revolução do século passado. Permite-nos ligar ao Mundo inteiro e termos conhecimento do que nos rodeia em tempo real. Permite que o mundo seja visto como uma aldeia global.

A chegada das redes sociais permite alterar o rumo da história, basta ter como exemplo o que recentemente se passa no Médio Oriente e Norte de África. Foi graças às redes sociais que todo este movimento se desencadeou.

Actualmente a Internet para mim tem muita utilidade, utilizo-a essencialmente para pesquisas, para comunicar com outras pessoas, ouvir musica, ver vídeos, etc.
Piedade Jesus Santos